sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Dirigente espanhol diz: "Piquet não serve nem para guiar cegos"

Garantindo a "seriedade" da empresa Renault, o presidente da Real Federação Espanhola de Automobilismo, Carlos Gracia, aprovou o desligamento de Flavio Briatore e Pat Symonds da equipe francesa, anunciado nesta quarta-feira (16).

O dirigente, no entanto, disse que não deseja ver Nelsinho Piquet sair como o 'santo' do polêmico caso do GP de Cingapura de 2008, argumentando que o principal responsável pela "vagabundagem" na prova noturna foi o próprio piloto.

Vale lembrar que Nelsinho disse à FIA que o acidente que sofreu na etapa cingapuriana do ano passado foi deliberado e que a ação foi arquitetada pelos dois ex-chefes do time gaulês, Briatore e Symonds, com o objetivo de beneficiar Fernando Alonso, que venceu a corrida.

"A atitude mais intratável e vagabunda dessa história é a de Nelsinho Piquet. Se dependesse de mim, esse garoto não ajudaria nem cegos a andar pela calçada", cravou à emissora de rádio da Espanha Onda Cero.

Embora acredite na veracidade da armação, considerando a saída de Briatore e Symonds, que foi "bem-vinda", pois a Renault é uma "empresa muito séria", Gracia ainda ironizou a capacidade de Nelsinho com o volante ao insinuar que a telemetria de Cingapura não prova nada.

"Os dados dizem que ele segue acelerando, mas se trata de um tonto que não sabe nem se perdeu o controle do carro", criticou o espanhol, lembrando não ser "coincidência" o fato de que o piloto tenha deixado a escuderia com a soma de 17 acidentes.

"Nelsinho tinha uma chance de ouro: a possibilidade de trabalhar e aprender com Fernando Alonso. Em vez de aproveitá-la, foi um desastre nos quase dois anos em que esteve no time", concluiu, protegendo o maior astro do automobilismo espanhol.

Warm Up/Gazeta Esportiva

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